Para ficar de olho (01): Francesco Francavilla


A partir, principalmente, dos séculos XIX e XX, as Artes Visuais tem se espalhado por vários meios,  deixando de ser um privilégio de poucos. Nesse período começamos a viver na chamada sociedade de massa e consumo, adjunto da indústria cultural, e, sendo assim, as artes visuais ganharam novos meio de serem explorados e difundidos, como nas capas de discos, livros, história em quadrinhos, pôsteres e encartes de filmes e games, além do espaço próprio no imaginário icônico das pessoas. Não é difícil encontrar alguém que tenha um pouco de informação e acesso aos meios de comunicação que conheça as capas dos discos Sgt. Pepper (1967) ou Abbey Road (1969) dos Beatles, qualquer pôster de um filme da série Star Wars, o estilo de layout das capas dos gibis de Watchmen e outros inúmeros exemplos.

Pois bem, faço parte desse grupo que gosta de prestar atenção nas capas dos meus livros, discos, gibis,  etc e escrevi esse post na intenção de compartilhar alguns trabalhos de um dos melhores capistas de quadrinhos que surgiu nesses últimos anos: Francesco Francavilla.

Francavilla é italiano e trabalha como freelancer para grandes editoras nos Estados Unidos, como Marvel, DC e Dark Horse. Meu primeiro contato com seu trabalho foi no número 27 do excelente gibi Scalped (Vertigo/DC), edição essa desenhada por ele. Porém o que acabou despertando minha atenção de fato foi quando Francavilla criou as capas e desenhou, no ano passado, algumas ótimas histórias do Batman contidas na revista Detective Comics na, ainda atual, fase escrita por Scott Snyder, substituindo artistas consagrados como J.H. Williams III e Jock.

Entretanto ele se destacou realmente foi com as incríveis capas que tem criado nesses últimos anos, principalmente aquelas com um estilo mais pulp (curiosamente um gênero tido como estético e artisticamente de baixa qualidade na época em que surgiu e hoje extremamente cultuado), como no caso do clássico personagem Flash Gordon (quer algo mais pulp que isso?), que retornou, em 2011, com um revista própria pela editora Dynamite Entertainment ou ainda nas revistas da série Hellboy pela Dark Horse. Confiram algumas abaixo:




Flash Gordor: Zeitgeist #01



Flash Gordon: Zeitgeist #03 e #05
Hellboy: The Fury #01

Abe Sapiem: The Devil Does Not Jest #01







Black Beetle: No Way Out #01
Detective Comics #875

Black Panther

Pelo excelente trabalho, Francesco Francavilla acabou sendo indicado ao Eisner Awards 2012 na categoria de melhor capista. Portanto fiquem de olho pois acredito que este será um nome conhecido daqui há poucos anos.

P.S. Quem gostou e quiser ver outros trabalhos dele pode acessar o site http://www.francescofrancavilla.com/ que lá há muito mais coisa.

Atualização: Anunciado os vencedores do Eisner no dia 13/07 e Francavilla ficou com o prêmio de melhor capista.

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